domingo, 6 de junho de 2010

Jogo Aberto



Às vezes passamos a vida toda deixando de fazer o que realmente sonhamos por medo de que tudo dê errado, afinal estamos falando de um sonho. Deixamos de fazer uma determinada escolha por receio de que este caminho seja muito tortuoso, temos medo de sofrer, ou até mesmo a possibilidade de sofrimento nos assusta. Mas o sofrimento faz parte da construção de nossas experiências, é a partir dos tropeços que aprendemos como levantar e não cair de novo. É preciso tentar, para que um dia nos não cheguemos lá na frente com a duvida de como realmente seria se tivéssemos tentado, se valeria a pena. Acredite, é melhor se arrepender pelo que fez do que se arrepender pelo que não fez. Temos medo de dizer que amamos, medo de acreditar em nossos sonhos, de arriscar, por simples prudência ou condicionamento social e às vezes perdemos grandes oportunidades de sermos felizes.
Para que um sonho se torne viável é preciso que, primeiramente você acredite que ele é possível e apenas você será capaz de elaborar uma maneira de executá-lo.
Diferentemente do que muitos acreditam a imprudência ou inconseqüência não anda junto com a escolha de realizar sonhos. É possível não abrir mão de um sonho sem deixar de ser correto e, ao menos atender as expectativas da sociedade e não ser taxado de louco, impulsivo e inconseqüente.
É tão bom sonhar. Sonhar nos faz continuar a caminhar e a traçar nossos destinos. Impulsiona-nos a um objetivo, alimenta o ego e a alma. Realizamos-nos. Abre as portas para uma renovação e a criação de novos sonhos, afinal são os sonhos, possíveis ou impossíveis, que movem a vida. Sonhe!!! Viva!!!

A poesia


" A poesia liberta a alma do peso da realidade e aplaca os anelos secretos do homem que, pelo destino ou pelas próprias decisões de sua vida, vê-se encerrado nos limites de suas circunstâncias, permitindo-lhe realizar na fantasia as possibilidades de vida que estão longe do seu alcance. Abre-lhe a visão de um mundo mais alto. A vida se torna o centro das concepções, em que as referências, as imagens, as tramas humanas, as coisas, a natureza, constituem o núcleo principal das manifestações. Os salmos, os coros das tragédias gregas, os sonetos de Dante, a parte final da Divina Comédia, os dramas de Shakespeare, a lírica de Goethe, Schiller e dos românticos, os poemas de Castro Alves e de Augusto dos Anjos, os Nibelungen de Wagner, o Empédocles de Holderlin, são algumas indicações no mapa da imensa riqueza da concepção poética".